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Leitura da Bíblia no Grau 15 – REAA – Cavaleiro do Oriente (Esdras 3:8–10)

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Ora, no segundo ano da sua vinda à casa de Deus em
Jerusalém, no segundo mês, começaram Zorobabel, o filho de
Selatiel, e Jesuá, o filho de Jozadaque, e o remanescente dos
seus irmãos, os sacerdotes e os levitas, e todos aqueles que
saíram do cativeiro para Jerusalém; e indicaram os levitas,
de vinte anos de idade em diante, para fazer avançar o
trabalho da casa do Senhor.
Então, se levantou Jesuá, com os seus filhos, e seus irmãos,
Cadmiel e os seus filhos, os filhos de Judá, como um só
homem, para dirigirem os que faziam a obra na casa de
Deus, bem como os filhos de Henadade, seus filhos e seus
irmãos, os levitas.
E quando os edificadores lançaram os fundamentos do
templo do Senhor, apresentaram-se os sacerdotes, trajando as
suas vestes e com trombetas, e os levitas, os filhos de Asafe,
com címbalos, para louvarem ao Senhor, segundo a
ordenança de Davi, rei de Israel.

Esdras, 3:8-10

A leitura bíblica utilizada no Grau 15 do Rito Escocês Antigo e Aceito, conhecido como Cavaleiro do Oriente, nos conduz a um momento decisivo da história espiritual de Israel. O texto de Esdras 3:8–10 descreve o instante em que, depois do retorno do cativeiro babilônico, Zorobabel, Jesuá, os sacerdotes, os levitas e todo o povo finalmente deixam o passado para trás e iniciam a reconstrução do Templo. Já não se trata apenas da alegria da libertação ou do simbolismo do retorno; agora é tempo de trabalho consciente, organização e ação.

O relato bíblico é preciso: “no segundo ano da sua vinda à casa de Deus em Jerusalém” começa a obra. Isso mostra que nada acontece de forma precipitada. Há preparação, há recomposição da identidade espiritual, há entendimento do propósito e, então, surge o momento de erguer novamente aquilo que foi destruído. No contexto maçônico do Grau 15 do REAA, isso representa o momento em que o maçom, após libertar-se de antigas limitações e sombras interiores, compreende que sua jornada não termina na obtenção da liberdade: ela começa verdadeiramente quando decide reconstruir seu Templo interior.

Esdras também destaca que os levitas, “de vinte anos para cima”, foram chamados a dirigir e impulsionar os trabalhos. Isso vai além da idade física, traz também o significado da maturidade moral, responsabilidade e consciência do dever. Reconstruir o Templo não é tarefa para indiferentes; é missão para aqueles que assumem compromisso real com a obra espiritual. Assim também ocorre com o maçom: no Grau 15, ele é chamado a compreender que servir é parte essencial de sua caminhada, e que a reconstrução moral exige preparo, disciplina e dedicação.

Outro ponto extraordinário dessa leitura bíblica do Grau 15 é a afirmação de que os trabalhadores se levantaram “como um só homem”. Esse detalhe revela a importância da união e da fraternidade. A obra do Templo não se sustenta em vaidades pessoais, disputas ou divisões. Ela cresce quando existe harmonia, propósito comum e verdadeira fraternidade. A interpretação maçônica do Grau 15 mostra que nenhuma reconstrução interior ou social é possível se não houver cooperação, entendimento e unidade entre irmãos.

Quando os fundamentos do Templo são lançados, surge o momento de júbilo. Os sacerdotes se apresentam com trombetas, os levitas com címbalos, e o povo louva ao Senhor segundo a tradição de Davi. Curiosamente, o Templo ainda não está pronto. Apenas os alicerces foram colocados, mas isso já é motivo de celebração. No simbolismo do Cavaleiro do Oriente, isso nos ensina que cada pequena etapa da grande obra interior já é valiosa. Cada avanço moral, cada gesto de fidelidade, cada esforço pela verdade é digno de reconhecimento, porque representa a consolidação dos fundamentos espirituais que sustentarão toda a construção futura.

Assim, a leitura de Esdras 3:8–10, adotada no Grau 15 do Rito Escocês Antigo e Aceito, fala profundamente sobre responsabilidade, perseverança e compromisso com a reconstrução interior. Ela nos lembra que a verdadeira missão do Cavaleiro do Oriente não é apenas celebrar a liberdade conquistada, mas transformar essa liberdade em ação construtiva. É unir-se aos irmãos “como um só homem”, fortalecer fundamentos morais e trabalhar, com fidelidade e coragem, na edificação do Templo simbólico que representa o caráter, a consciência e a dignidade do verdadeiro maçom.

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